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A mostrar mensagens de abril, 2025

“A imagem como janela: quando a arte ensina mais do que o manual” (Como um olhar renovado sobre as obras de arte transformou a minha aula de HGP)

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A leitura dos excertos do Guia de História da Arte acabou por ser, para mim, um convite para repensar o modo como apresento as imagens aos meus alunos de HGP, onde muitas vezes a arte serve como janela para o passado. Este documento levou-me a refletir acerca dos “como” e “porque” de utilizarmos as obras de arte. Desconhecia a distinção entre os quatro métodos principais: o formalista, o sociológico, o iconográfico e o estruturalista. Perceber esta distinção fez-me concluir que, quase sempre, a minha abordagem foi superficial. Em vez de permitir que os alunos encarem a arte como um documento histórico, como um portal para as sociedades que a produziram acabava por utilizá-la apenas como ilustração de conteúdos. Senti-me desconfortável por não ter sabido dar mais aos alunos. Experimentei/experimentamos a mudança numa aula acerca do Renascimento. Antigamente apresentava uma pintura muito conhecida de Rafael para ilustrar “a nova visão do homem e do mundo”. Porém, desta vez, fiz difer...

Olhos que Pensam: O Poder de Ler Imagens na Sala de Aula

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Durante muito tempo, na minha prática docente utilizei as imagens como meros suportes ilustrativos, por exemplo um quadro representando o Tratado de Zamora ou uma fotografia de uma indústria do século XIX. Assumia então que os alunos compreenderiam a mensagem por mera exposição da imagem. Algumas vezes ouvia comentário “isso é só uma imagem, professor” ou “uma fotografia antiga”. Para eles, a leitura visual parecia-lhes intuitiva e desnecessária de explicação. A recente leitura do texto de Martine Joly, Introdução à Análise da Imagem, acabou por ser, para mim, um ponto de viragem no que respeita à minha prática pedagógica. Para Joly, a imagem não é um código universal automaticamente decifrável, como em temos eu pensei. Aprendi com o autor que a leitura da imagem tem uma carga cultural tão grande como a leitura de um texto escrito, exigindo reflexão, contextualização e análise crítica. Decidi recentemente testar uma nova abordagem, alinhada com o autor. Durante uma aula acerca da e...

Do Ecrã à Aprendizagem: Como o Vídeo Ganha Vida nas Aulas de Português e História e Geografia de Portugal

No decurso da minha prática docente, tenho procurado recorrer a metodologias diferentes do ensino expositivo tradicional, com o objetivo de aproximar do abjeto do nosso estudo. Neste contexto, o artigo A Pedagogical Model to Deconstruct Videos in Virtual Learning Environments, de Moreira e Nejmeddine, faz-me refletir profundamente acerca da forma como uso o vídeo em contexto educativo. Não é segredo que a utilização do vídeo pode ter um potencial enorme para a educação, mas exige planeamento e conhecimento didático, o que reconheço não ter sido sempre presente na minha prática docente. Assumo que já recorri ao vídeo como estratégia de recurso em ocasiões em que o tempo faltava ou queria apenas chamar o interesse da turma para um tema em particular. Depois da leitura do artigo, a minha abordagem mudou. Nas últimas aulas do 6º ano e na sequência do estudo dos Descobrimentos Portugueses decidi aplicar alguns princípios do MPDV. Selecionei um excerto do documentário “A Grande Aventura ...

História em Rede: Como a Web 2.0 pode transformar as aulas de História e Geografia de Portugal

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O artigo de que hoje sugiro a leitura revelou-se importante na minha prática letiva na medida em que destaca os desafios e as potencialidades associados à integração das ferramentas da Web 2.0 num modelo de educação aberto e colaborativo. Como docente, inspiro a minha prática letiva neste artigo na medida em que procuro caminhar no desenvolvimento de competências digitais e na valorização das aprendizagens em rede. Em linha com o que defendem os autores, também eu julgo que os professores devem deixar de ser menos transmissores de conhecimento para se transformarem em mediadores e facilitadores da construção da sapiência. Na disciplina de História e Geografia de Portugal, tento efetivar a transição, com recurso a ferramentas digitais que envolvam os alunos ativamente no processo a que gosto de chamar ensino-aprendizagem. Numa turma do 5º ano quando abordamos o tema “A formação do território nacional” já utilizei o Padlet enquanto mural interativo que permitiu aos alunos partilhar...

Aprender História com Autonomia: Quando o Virtual Transforma a Sala de Aula

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Apresento hoje uma reflexão acerca do estudo “O B-learning e a perceção de competências de aprendizagem em ambientes virtuais no ensino da História” (Costa & Moreira, 2013). Este artigo, que também analisei no âmbito do seminário do Curso de Profissionalização em Serviço, apresenta uma densa reflexão acerca dos impactos da utilização de plataformas digitais. Enquanto professor de História e Geografia de Portugal, devo dizer que tenho integrado, progressivamente, ambientes virtuais na minha prática letiva sendo que os resultados que fui obtendo, se aproximam dos que são identificados no estudo. Como modelo dessa integração vou dar um exemplo que se passou com uma turma de 5 ano, quando abordava o tema “a formação de Portugal”. a plataforma Moodle para lançar uma atividade, onde os alunos se organizaram em pequenos grupos e tiveram de criar uma linha cronológica sobre os principais momentos da fundação do reino de Portugal, recorrendo à ferramenta TimeToast. Posto isto, cada grupo ...

A Escola que Somos: Entre a Planificação e a Transformação

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Este texto levou-me a refletir acerca do papel do professor e da escola no desenvolvimento curricular. O autor considera que a escola deve ser vista como o cenário onde se planifica, se organiza e se transforma a pedagogia. A programação educativa, não pode ser, segundo o autor, uma imposição externa mas sim nascer do coletivo da escola, da equipa pedagógica e da realidade vivenciada no terreno. O autor critica o centralismo do sistema educativo. O texto desafia-nos ainda a refletir que ainda existe espaço para a ação criativa e transformadora das escolas. Desta forma, dei por mim a repensar o meu próprio papel enquanto professor, não como um executor de ordens, mas também como agente ativo da mudança. Destaco a comparação que o autor faz entre a escola enquanto unidade funcional e organizativa e o professor enquanto unidade operativa. Subscrevo a ideia veiculada pelo autor de que a escola deve deixar de ser uma entidade burocrática passiva e assuma um modelo educativo baseado em s...